A cirurgia tripla reúne três procedimentos em uma única operação, geralmente envolvendo as mamas, o abdômen e a lipoaspiração. Por ser um procedimento de maior porte e com tempo cirúrgico mais prolongado, a avaliação pré-operatória precisa ser completa e individualizada. O objetivo não é apenas cumprir uma etapa antes da cirurgia, mas confirmar que a paciente apresenta condições clínicas adequadas para realizar o procedimento com segurança.
Os exames solicitados permitem identificar alterações que muitas vezes não causam sintomas, mas que podem aumentar o risco de complicações durante a anestesia, favorecer sangramentos, dificultar a cicatrização ou prolongar a recuperação. Além disso, ajudam o cirurgião plástico e o anestesiologista a planejarem a cirurgia de forma mais segura.
Hemograma
O hemograma completo costuma estar entre os primeiros exames solicitados. Ele fornece informações importantes sobre a quantidade de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
Com esse exame é possível identificar anemia, sinais de infecção ou alterações na coagulação relacionadas às plaquetas. Caso alguma dessas alterações seja encontrada, ela pode precisar ser corrigida antes da cirurgia para reduzir riscos durante o procedimento.
Avaliação da coagulação
Outro exame essencial é o coagulograma, responsável por verificar se o sangue coagula de maneira adequada.
Como a cirurgia tripla envolve descolamento de tecidos e manipulação de diferentes regiões do corpo, qualquer alteração na coagulação pode aumentar o risco de sangramentos ou hematomas. Quando identificadas precocemente, essas alterações podem ser tratadas antes da cirurgia.
Glicemia e avaliação metabólica
O controle da glicose também faz parte da rotina pré-operatória.
Níveis elevados de açúcar no sangue podem comprometer a cicatrização, favorecer infecções e retardar a recuperação. Por isso, pacientes com diabetes ou suspeita da doença precisam ter esse controle bem estabelecido antes da cirurgia.
Além da glicemia, também podem ser avaliadas as funções dos rins e do fígado, órgãos responsáveis por metabolizar medicamentos e eliminar substâncias utilizadas durante a anestesia e o pós-operatório.
Avaliação cardiovascular
Mesmo pessoas que nunca apresentaram problemas cardíacos podem precisar realizar exames do coração.
O eletrocardiograma costuma fazer parte da avaliação em muitos pacientes, principalmente acima de determinada faixa etária ou quando existem fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Dependendo da avaliação clínica, o cardiologista pode solicitar exames complementares e emitir um parecer sobre a aptidão para a cirurgia.
Exames das mamas e do abdômen
Quando a cirurgia inclui procedimentos nas mamas, é comum que sejam solicitados exames de imagem para avaliar o tecido mamário antes da operação.
A necessidade de mamografia ou ultrassonografia depende principalmente da idade da paciente, do histórico familiar e dos achados do exame físico.
Nos casos em que existe suspeita de hérnias ou outras alterações da parede abdominal, exames de imagem do abdômen também podem ser indicados para auxiliar no planejamento cirúrgico.
Embora exista um conjunto de exames considerados básicos, não existe uma lista única válida para todas as pacientes.
A idade, o índice de massa corporal, doenças pré-existentes, uso contínuo de medicamentos, tabagismo, histórico de trombose e cirurgias anteriores influenciam diretamente na escolha dos exames complementares.
Em algumas situações, o cirurgião pode solicitar avaliação com cardiologista, endocrinologista ou outro especialista antes de liberar o procedimento.
Os exames pré-operatórios representam uma das etapas mais importantes da cirurgia tripla. Eles permitem identificar fatores de risco, corrigir alterações antes do procedimento e oferecer maior segurança durante toda a cirurgia.
Mais do que cumprir um protocolo, essa avaliação individualizada ajuda a reduzir complicações, contribui para uma recuperação mais tranquila e aumenta as chances de um resultado cirúrgico satisfatório. O sucesso da cirurgia não depende apenas da técnica utilizada, mas também de um preparo cuidadoso realizado nas semanas que antecedem o procedimento.
Dra. Lorena Duarte Rosique
Cirurgiã Plástica em Goiânia
CRM-GO 15293 / RQE 13.144
-Pós-Graduação em Medicina Estética
-Pós-Graduação em Terapia Intensiva Adulto
Acesse o site: https://dralorenarosique.com.br
Clínica Vandi
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