A dor no pós-operatório de cirurgia plástica é uma das principais preocupações de quem passa por um procedimento. Apesar de gerar insegurança, é importante entender que certo nível de dor faz parte do processo de recuperação. O ponto central não é apenas sentir dor, mas saber diferenciar o que está dentro do esperado e o que pode indicar alguma complicação.
Após a cirurgia, o organismo inicia uma resposta inflamatória natural para reparar os tecidos. Esse processo pode causar dor, sensibilidade, sensação de pressão, ardência leve e desconforto na região operada. Em geral, esses sintomas são mais intensos nos primeiros dias e tendem a diminuir progressivamente conforme a cicatrização evolui.
Na maioria dos casos, a dor é considerada controlável. O paciente consegue realizar as atividades básicas do dia a dia com certo cuidado, e o uso de analgésicos prescritos costuma ser suficiente para manter o conforto. A sensação pode variar de acordo com o tipo de cirurgia, a extensão do procedimento e a tolerância individual, mas segue um padrão de melhora gradual.
Por outro lado, existem situações em que a dor deixa de ser apenas um sintoma esperado e passa a ser um sinal de alerta. Um dos principais pontos de atenção é o aumento súbito e intenso da dor, especialmente quando ela não melhora com o uso da medicação prescrita.
Esse tipo de dor pode indicar alterações como acúmulo de sangue (hematoma), formação de líquido (seroma) ou início de um processo infeccioso. Nesses casos, a avaliação médica precoce é essencial.
Além da dor fora do padrão, outros sinais devem ser observados com atenção. Febre persistente acima de 38 graus, vermelhidão acentuada, aumento de calor na região operada, saída de secreção com aspecto purulento, sangramento significativo, inchaço desproporcional ou endurecimento localizado são indícios que exigem contato imediato com o cirurgião.
Sintomas sistêmicos também não podem ser ignorados. Falta de ar, dor no peito ou sensação de mal-estar generalizado podem indicar complicações mais graves e necessitam de avaliação urgente.
É fundamental compreender que cada organismo responde de forma diferente à cirurgia, mas existe um padrão esperado de evolução. Quando esse padrão é quebrado, o acompanhamento médico se torna decisivo para evitar agravamentos.
Em caso de dúvida, a regra é clara: é sempre melhor avaliar do que esperar. Quanto mais cedo qualquer alteração for identificada, maiores são as chances de um tratamento simples, rápido e eficaz.
Dra. Lorena Duarte Rosique
Cirurgiã Plástica
CRM-GO 15293 / RQE 13.144
-Pós-Graduação em Medicina Estética
-Pós-Graduação em Terapia Intensiva Adulto
Acesse o site: https://dralorenarosique.com.br
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