O Deep Plane Facelift representa uma evolução das técnicas de rejuvenescimento facial. Enquanto os métodos mais antigos concentravam o tratamento principalmente na retirada do excesso de pele e no seu reposicionamento, a técnica de plano profundo atua nas estruturas que realmente sofrem com o envelhecimento, proporcionando resultados mais naturais e duradouros.
Com o passar dos anos, não é apenas a pele que envelhece. Os ligamentos, a camada muscular da face (SMAS), os compartimentos de gordura e os tecidos profundos também perdem sustentação. Esse conjunto de alterações faz com que ocorram a queda das maçãs do rosto, o aprofundamento dos sulcos ao redor da boca, a formação da papada e a perda da definição do contorno da mandíbula.
Nas técnicas tradicionais de lifting facial, grande parte da melhora era obtida pelo tracionamento da pele. Embora isso proporcionasse um aspecto mais jovem, em alguns casos o resultado podia parecer artificial, com excesso de tensão e menor naturalidade nas expressões.
O Deep Plane Facelift segue um princípio diferente. Em vez de apenas esticar a pele, o cirurgião libera cuidadosamente os ligamentos faciais e reposiciona os tecidos profundos como uma unidade. Dessa forma, a pele acompanha esse novo posicionamento sem necessidade de tensão excessiva.
Essa abordagem oferece algumas vantagens importantes.
Resultado mais natural
Como o reposicionamento ocorre nas estruturas profundas da face, o resultado preserva as características individuais do paciente. O objetivo não é mudar a aparência, mas devolver os tecidos à posição que ocupavam antes do envelhecimento.
Melhor correção do terço médio da face
Uma das principais diferenças do Deep Plane Facelift é a capacidade de reposicionar a região das maçãs do rosto e suavizar o sulco nasolabial, conhecido popularmente como “bigode chinês”. Essas áreas costumam responder de forma mais limitada às técnicas convencionais.
Contorno da mandíbula mais definido
Ao reposicionar os tecidos profundos, também é possível melhorar o contorno mandibular e reduzir a aparência dos chamados “bulldogs”, que surgem com a flacidez na parte inferior do rosto.
Menor tensão sobre a pele
Como a sustentação não depende apenas da pele, há menor risco de um aspecto esticado ou artificial. Além disso, a cicatrização tende a evoluir de maneira mais favorável quando a pele não é submetida a grande tração.
Resultados mais duradouros
Nenhuma cirurgia impede o processo natural de envelhecimento, mas o reposicionamento das estruturas profundas costuma proporcionar uma manutenção dos resultados por mais tempo quando comparado às técnicas baseadas predominantemente no tracionamento da pele.
O Deep Plane Facelift é indicado para todos?
Nem sempre. A indicação depende da idade, do grau de flacidez, da qualidade da pele, da anatomia facial e das expectativas do paciente. Em alguns casos, técnicas menos extensas podem oferecer excelentes resultados. Em outros, o Deep Plane Facelift pode proporcionar um rejuvenescimento mais completo e harmonioso.
A escolha da técnica deve ser individualizada e feita após uma avaliação detalhada com um cirurgião plástico, que analisará quais estruturas precisam ser tratadas para alcançar um resultado seguro, equilibrado e compatível com as características de cada rosto.
Dra. Lorena Duarte Rosique
Cirurgiã Plástica em Goiânia
CRM-GO 15293 / RQE 13.144
-Pós-Graduação em Medicina Estética
-Pós-Graduação em Terapia Intensiva Adulto
Acesse o site: https://dralorenarosique.com.br
Clínica Vandi
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